A Revolução Liberal do Porto
Portugal estava passando por um período de crises devido a situação em que se encontrava.
Em 1820, a insatisfação gerada por essa crise fez com que explodisse um movimento inspirado nas idéias iluministas.
A Revolução do Porto queria:
→ Monarquia constitucional;
→ Liberdade política;
→ Livre comércio;
→ Retorno de D. João VI à Portugal;
→ Recolonização do Brasil.
Em 1821 D. João retorna a Lisboa e deixa no Brasil seu filho D. Pedro como príncipe regente.
Tentativa de recolonização
Logo que D. João VI retornou a Portugal, as Cortes portuguesas passaram a exigir o imediato retorno do príncipe e a recolonização do Brasil.
Duas correntes partidárias surgiram nesse momento no Brasil:
Partido Português: formado por comerciantes portugueses e guarnições militares que declararam fidelidade à metrópole.
Partido Brasileiro: latifundiários que defendia a liberdade econômica e autonomia administrativa.
Posteriormente surgiu um terceiro grupo: os liberais radicais → representavam as camadas médias urbanas e alguns representantes da elite nordestina.
Independência
Diante das pressões, em janeiro de 1822, não cedendo às Cortes portuguesas, D. Pedro resolveu ficar no Brasil. Esse dia ficou conhecido como “Dia do Fico”.
Posteriormente, D. Pedro decretou o “Cumpra-se”, isto é, nenhuma lei ou decreto de Portugal teria validade sem a sua anuência.
Em junho convocou Assembléia Constituinte para elaborar uma Constituição para o Brasil e dia 07 de setembro de 1822 proclamou a independência do Brasil.
Contudo, essa independência não alterou significativamente as condições existentes no Brasil. O Brasil continuou a ser dependente economicamente da Inglaterra.
Quem mais se beneficiou dessa independência foram as elites latifundiárias.
